Hospitalidade internacional · Liderança · Cultura culinária

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Uma reflexão pessoal de Cristian Marino sobre trabalho, calma e a responsabilidade da liderança na hospitalidade e em cozinhas profissionais.

Depois do 1º de Maio: liderança calma em ambientes de alta pressão

Chef de uniforme branco apoiado em uma bancada de granito em uma cozinha moderna, sob luminárias de estilo industrial.
Na cozinha, a liderança começa pela maneira como lidamos com a pressão.

O 1º de Maio passou há dois dias.

Por um dia, o mundo parou para reconhecer o trabalho, os trabalhadores, o esforço, a dignidade e as pessoas por trás de cada profissão. Mensagens foram compartilhadas. Fotografias foram publicadas. Palavras de respeito foram escritas para quem acorda cedo, cumpre longas jornadas, sustenta famílias, atende outras pessoas, constrói negócios, lidera equipes e segue em frente mesmo quando a vida não é fácil.

Então, o dia passou.

As cozinhas reabriram.
Os escritórios voltaram a ficar cheios.
Os uniformes foram vestidos novamente.
Os e-mails voltaram.
A pressão voltou.
O trabalho continuou.

E talvez seja aí que comece o verdadeiro significado do 1º de Maio.

Porque o trabalho não é apenas algo que celebramos uma vez por ano. É algo que vivemos todos os dias, muitas vezes em silêncio, muitas vezes sob pressão e muitas vezes sem aplausos.

O trabalho que ninguém vê

Na minha vida como chef, vi o trabalho assumir muitas formas.

Vi isso nas cozinhas de hotéis antes do nascer do sol, quando o café da manhã precisa estar pronto antes mesmo de a maioria dos hóspedes acordar. Vi em pleno serviço, quando cada segundo conta e cada erro tem uma consequência. Vi em navios de cruzeiro, em resorts, em pré-aberturas, em equipes multiculturais e nos momentos em que pessoas cansadas ainda precisavam encontrar forças para trabalhar com disciplina e respeito.

Na hospitalidade, o trabalho é visível e invisível ao mesmo tempo.

O hóspede vê o prato pronto.
O hóspede vê a mesa.
O hóspede vê o sorriso do garçom.

Mas, por trás daquele momento, há preparação, coordenação, pressão, correção, cansaço e responsabilidade.

Há o commis que chegou cedo.
Há o profissional de higienização de utensílios que limpou tudo antes do serviço.
Há o chef que conferiu os detalhes.
Há o garçom que lidou com o peso emocional da experiência dos hóspedes.
Há o líder que precisou tomar decisões mantendo a calma para não comprometer o ambiente ao redor.

Esse lado invisível do trabalho sempre me fascinou.

Porque, muitas vezes, o melhor trabalho é aquele que permite aos outros aproveitar um momento sem perceber o esforço por trás dele.

A calma faz parte do trabalho

Quando as pessoas falam de trabalho, costumam falar de desempenho, produtividade, resultados e sucesso.

Mas há outra parte do trabalho que é menos visível.

A maneira como lidamos com a pressão.
A maneira como falamos quando algo dá errado.
A maneira como corrigimos alguém.
A maneira como entramos em uma sala.
A maneira como nossa presença afeta as pessoas ao redor.

Em uma cozinha, isso fica muito claro.

Um chef nervoso pode deixar todos mais nervosos. Um chef irritado pode tornar o peso de um erro ainda maior. Um chef calmo pode ajudar as pessoas a pensar, se recuperar e continuar.

A calma não elimina a pressão.

A pressão faz parte da hospitalidade. Faz parte do serviço. Faz parte da liderança. A questão é o que fazemos com essa pressão quando ela chega.

Simplesmente a repassamos aos outros, sem pensar?

Ou aprendemos a lidar com ela de maneira mais consciente?

Para mim, essa é uma das lições mais profundas da liderança.

Calma não é fraqueza. Calma não é indiferença. Calma é a capacidade de manter a lucidez quando o ambiente fica barulhento.

É a capacidade de manter a direção quando tudo ao redor se move rapidamente.

A liderança depois da celebração

O 1º de Maio nos lembra de respeitar o trabalho.

Mas os dias depois do 1º de Maio nos lembram de respeitar quem trabalha.

A pessoa por trás do uniforme.
A pessoa por trás do cargo.
A pessoa por trás do erro.
A pessoa por trás dos olhos cansados ao fim de um longo turno.

Na hospitalidade, liderar não é apenas organizar operações. É também cuidar do ambiente humano em que essas operações acontecem.

Os padrões importam. A disciplina importa. A velocidade importa. A consistência importa.

Mas as pessoas também precisam de direção, respeito e da sensação de que seu esforço é reconhecido.

Uma cozinha pode ser um lugar de aprendizado, criatividade, disciplina e orgulho. Também pode se tornar um lugar onde as pessoas perdem a confiança, quando a liderança se resume à pressão sem orientação.

A diferença muitas vezes está nas pequenas atitudes do dia a dia.

Uma correção feita com clareza.
Um momento de paciência sob pressão.
Um padrão explicado, em vez de apenas imposto.
Um líder que se lembra de que a autoridade é mais forte quando não precisa se tornar agressiva.

O verdadeiro teste da liderança

O verdadeiro teste da liderança não acontece quando tudo está calmo.

Acontece quando algo dá errado.

Um item em falta.
Um pedido atrasado.
Uma reclamação de hóspede.
Uma mudança repentina nas reservas.
Um integrante da equipe que esqueceu algo importante.
Um serviço mais exigente do que o esperado.

Nesses momentos, o líder tem uma escolha.

Reagir pelo ego ou responder com clareza.

É aí que a calma se torna prática.

Não é uma ideia abstrata. Não é uma palavra bonita para colocar em um livro ou artigo. Ela se torna visível na maneira como o líder fala, se movimenta, decide e corrige sob pressão.

Depois de mais de vinte e cinco anos em cozinhas profissionais pelo mundo, acredito que a liderança na hospitalidade moderna dependerá cada vez mais dessa capacidade.

O chef da era moderna não pode entender apenas de comida.

Precisa entender as pessoas.
Precisa entender a pressão.
Precisa entender a comunicação.
Precisa compreender que a cultura de uma cozinha é construída todos os dias, especialmente nos momentos difíceis.

Uma nota sobre Observing Calm

Esta reflexão também se conecta à ideia central do meu livro Observing Calm: a calma não é a ausência de pressão, mas a capacidade de permanecer presente enquanto a pressão existe.

Na cozinha, na liderança e na vida, construímos a calma por meio da consciência, da responsabilidade e da maneira como escolhemos responder quando o ambiente se torna exigente.

Saiba mais sobre o livro: Observing Calm (página em inglês).

Uma reflexão final

Assim, dois dias depois do 1º de Maio, não penso apenas na celebração.

Penso na responsabilidade.

A responsabilidade de trabalhar bem.
A responsabilidade de liderar melhor.
A responsabilidade de levar mais calma aos lugares onde a pressão é constante.
A responsabilidade de lembrar que, por trás de cada serviço, cada mesa, cada prato e cada resultado, existem seres humanos tentando dar o melhor de si.

O trabalho tem dignidade quando as pessoas são tratadas com dignidade.

A liderança tem sentido quando ajuda os outros a se fortalecerem, em vez de se sentirem diminuídos.

E talvez essa seja uma das lições mais importantes que o trabalho pode nos ensinar.

Não apenas como entregar resultados.

Mas como continuar humanos enquanto fazemos isso.


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Nota de tradução: Este artigo foi traduzido da edição original em inglês com o auxílio de inteligência artificial. Pequenas imprecisões linguísticas podem ocasionalmente permanecer. Em caso de divergência, a edição em inglês é a referência editorial. Ver o original em inglês · Política de tradução e idioma.

Edição original em inglês publicada em 3 de maio de 2026.