Hospitalidade internacional · Liderança · Cultura culinária

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Cristian Marino reflete sobre curiosidade, ensino e responsabilidade, e sobre como o chef de hoje lidera por meio do exemplo, da presença e do cuidado.

Depois do Dia Internacional dos Chefs: o que significa ser chef hoje

LIDERANÇA E CULTURA DE COZINHA

O Dia Internacional dos Chefs é uma oportunidade de celebrar a profissão. Também é um bom momento para perguntar o que ela espera de nós hoje, não apenas como cozinheiros, mas como educadores, líderes e responsáveis pelos ambientes em que as pessoas aprendem.

Publiquei esta reflexão em 21 de outubro de 2025, um dia depois do Dia Internacional dos Chefs. Não queria que a data passasse como mais uma mensagem de parabéns. Queria parar e pensar no que significa ser chef hoje.

Para mim, a cozinha sempre foi mais do que um local de trabalho. É uma sala de aula, um palco e, às vezes, um espelho. Cada serviço, cada prato novo e cada conversa com um jovem cozinheiro revelam algo sobre nossos padrões, nossa paciência e o exemplo que escolhemos dar.

Cozinhar além do prato

Cristian Marino refletindo sobre o papel dos chefs nas Maldivas.
Cristian Marino refletindo sobre a essência da cozinha moderna em um cenário tranquilo nas Maldivas.

A habilidade técnica continua essencial. Um chef precisa entender de ingredientes, calor, tempos de preparo, organização e consistência. Mas sua função já não termina quando o prato chega ao passe.

As cozinhas modernas exigem que os chefs conectem várias realidades ao mesmo tempo: a identidade da comida, as expectativas dos hóspedes, o bem-estar e o desenvolvimento da equipe, a disciplina operacional, a atenção aos custos e o respeito pelos produtos que utilizamos. A criatividade importa, mas criatividade sem responsabilidade não é liderança.

Por isso, acredito que os chefs mais fortes não se definem apenas pelo que conseguem produzir sozinhos. Eles se definem pelo que ajudam outras pessoas a compreender e reproduzir.

A curiosidade como disciplina profissional

O tema oficial do Dia Internacional dos Chefs de 2025, Food Explorers, ou “Exploradores dos alimentos”, foi desenvolvido para incentivar as crianças a descobrir ingredientes, a cozinha e práticas alimentares sustentáveis. Essa ideia me pareceu muito próxima da minha própria experiência.

A curiosidade costuma ser tratada como um traço de personalidade criativa. Em uma cozinha profissional, ela também é uma disciplina. Significa perguntar de onde vem um ingrediente, por que uma preparação funciona, como outra cultura utiliza o mesmo produto e o que podemos aprender antes de decidir mudar qualquer coisa.

Sem curiosidade, uma cozinha se torna mecânica. Com ela, até um prato simples pode se transformar em uma lição de geografia, memória, técnica e respeito.

Ensinar por meio do sabor

No resort, celebramos a ocasião com uma atividade de decoração de cupcakes para crianças. Houve risadas, um pouco de bagunça e aquela concentração inconfundível que aparece quando uma criança percebe que uma ideia pode se tornar algo concreto.

Conversamos sobre cor, textura e equilíbrio. A atividade era uma brincadeira, mas trazia uma lição importante: a comida pode ajudar as pessoas a se tornarem mais observadoras. Uma criança que percebe a diferença entre ingredientes já está começando a fazer perguntas melhores sobre o que come e sobre como aquilo é preparado.

Quando as crianças mostraram orgulhosamente suas criações aos pais, o valor da atividade ficou claro. Ensinar nem sempre começa com uma aula formal. Às vezes, começa com a permissão para tocar, provar, criar e ter curiosidade.

Um chef ensina muito antes de dar uma aula formal. A maneira como preparamos, corrigimos, escutamos e respondemos sob pressão já é uma forma de educar.

Cristian Marino

Uma liderança que a equipe consegue ver

Cristian Marino em uma cozinha profissional durante o Dia Internacional dos Chefs de 2025.
Cozinhar com consciência é cuidar da comida, dos outros e de si mesmo.
Cristian Marino

Em uma brigada profissional, as pessoas aprendem continuamente com os comportamentos ao seu redor. Percebem se o chef chega preparado, se os padrões mudam conforme o humor, se os erros são corrigidos com clareza ou humilhação e se a pressão é usada como desculpa para a desorganização.

É aí que a liderança se torna visível. Lideramos pelo exemplo, não pelo volume da voz; pela presença, não pelo controle. Disciplina e empatia não são ideias opostas. Uma cozinha bem liderada precisa das duas.

Os jovens chefs também precisam de espaço para desenvolver discernimento. Se lhes damos apenas instruções, talvez aprendam a repetir uma tarefa. Se explicamos o motivo por trás dela, começam a compreender a profissão.

O chef de hoje como tradutor

Um chef traduz entre mundos: produtor e hóspede, tradição e inovação, criatividade e execução, talento individual e consistência coletiva. Em um resort internacional, essa tradução também atravessa idiomas e culturas todos os dias.

A responsabilidade não é fazer todas as diferenças desaparecerem. É criar clareza suficiente para que pessoas diferentes trabalhem em direção ao mesmo padrão e, ainda assim, tragam suas próprias experiências para a cozinha.

Essa é uma das partes mais significativas da profissão. A comida se torna a linguagem comum, mas a liderança determina se a conversa será respeitosa, coerente e digna de continuar.

Uma mensagem que continua depois da data

Sim, esta reflexão chegou um dia depois do Dia Internacional dos Chefs. Mas a responsabilidade que ela descreve não pertence a uma única data.

Todos os dias em que cozinhamos, ensinamos, corrigimos, escutamos e criamos, influenciamos a maneira como outra pessoa entende a profissão. Podemos estar construindo a lembrança de um hóspede, despertando a curiosidade de uma criança ou moldando a ideia que um jovem cozinheiro terá sobre o que significa liderar.

Isso merece ser celebrado. Também merece ser levado a sério.

Das Maldivas para toda a comunidade culinária: cozinhar para hoje, ensinar para amanhã.

Cristian Marino


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Nota de tradução: Este artigo foi traduzido da edição original em inglês com o auxílio de inteligência artificial. Pequenas imprecisões linguísticas podem ocasionalmente permanecer. Em caso de divergência, a edição em inglês é a referência editorial. Ver o original em inglês · Política de tradução e idioma.

Edição original em inglês publicada em 21 de outubro de 2025.